Contaminação cruzada: entenda os riscos e como evitá-la

A contaminação cruzada é um processo de insegurança alimentar estabelecido pela falta de cuidado durante a manipulação, fabricação e consumo de alimentos. E esse erro pode ser responsável por surtos de epidemia no país. 

Pensando nos riscos desse contágio para a saúde pública, reunimos neste texto uma lista de boas práticas e exemplificações de ameaças. Confira!

Os principais problemas causados pela contaminação cruzada

O conceito de contaminação cruzada aborda a transmissão de agentes nocivos à saúde humana, de um alimento contaminado ao outro. Isso pode ocorrer com o uso de um mesmo utensílio para diferentes tipos de alimentos ou pela falta de cuidado do manipulador.

Na indústria de alimentos esse é um dos principais problemas que envolve o trabalho do controle de qualidade. O objetivo desse setor é garantir características confortáveis do produto para o consumidor, seja ele relacionado a segurança, nutrição ou sensação.

A manipulação de diferentes alimentos sem a troca de roupas protetoras, EPIs e higienização do ambiente pode resultar na contaminação cruzada.

Sem o devido cuidado é possível despertar surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTA), causando crises de saúde pública. De acordo com dados apontados pela Anvisa e o Ministério da Saúde, só os alimentos crus, como ovos e carnes vermelhas, são causadores de 34,5% das epidemias no país.

A Vigilância Epidemiológica aponta que são mais de 250 tipos de doenças de transmissão hídrica e alimentar (DTHA) no mundo! E a maioria delas é gerada por infecções bacterianas e suas toxinas, por vírus e parasitas intestinais oportunistas, bem como de intoxicações exógenas causadas pelo consumo de substâncias químicas presentes nos alimentos.

Algumas delas são diarreicas agudas, rotavírus, síndrome hemolítico-urêmica, febre tifoide, cólera, botulismo, entre outros. Essas doenças podem ser consideradas eventos de saúde pública (ESPs) por constituírem uma certa ameaça durante o consumo. 

Além disso, os surtos podem dificultar o acesso à auxílio graças ao sobrecarregamento dos sistemas de saúde, prejudicando as economias, e até mesmo o comércio e o turismo.

Só no Brasil, entre 2007 e 2020, foram notificados 662 surtos, com mais de 156 mil doentes, 22 mil hospitalizados e 152 óbitos.

Como evitar a contaminação cruzada?

Como observado, o cuidado com a contaminação cruzada é questão de saúde pública e dever da indústria de alimentos. Promover a segurança desses produtos é fundamental para manter a integridade do setor, da economia e dos sistemas de saúde, além do bem-estar dos profissionais e consumidores finais.

Pensando nessa importância, listamos a seguir algumas boas práticas que contribuem para a preservação contra a contaminação de alimentos.

Invista na higienização e limpeza da sua indústria

Em um primeiro momento é necessário seguir as diretrizes de prevenção estabelecidas pelos principais órgãos fiscalizadores, como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). 

A última, estabelece alguns requisitos gerais de higiene e de boas práticas de fabricação de alimentos para o consumo humano.

Uma dessas exigências é a de que os estabelecimentos devem estar em locais isentos de contaminação, odores, fumaças, pó e outros. E, ainda, eles não podem ser expostos a inundações, devendo estabelecer controles que evitam riscos, perigos, contaminação e agravo à saúde.

Além de várias outras condições quanto ao local e acomodações, a Anvisa obriga que toda a área de manipulação de alimentos, equipamentos e utensílios sejam limpos com frequência. A desinfecção precisa ser feita sempre que necessário para impedir a contaminação dos alimentos.

Para realizar a higienização a entidade indica o uso de desinfetantes com água, ou detergentes com desinfetante. Todos eles devem ser adequados para esta finalidade e aprovados pelos órgãos oficiais e competentes. 

Uma dica para essa fase é adotar o sistema Clean In Place (CIP). Esse é um método de limpeza que realiza a manutenção e cuidado com os equipamentos, máquinas e ferramentas sem a necessidade de desmontagem deles. Ou seja, no local e com a ajuda dos colaboradores. 

A Mustang Pluron é um bom exemplo de fornecedor para esta fase. Além de desenvolver produtos específicos para o CIP, a empresa garante bem-estar por meio da política de qualidade da limpeza e sanitização.

Se atente a higiene pessoal

Para realizar a manipulação dos produtos de forma adequada, evitando a contaminação, é necessário que os profissionais sejam instruídos quanto a importância da higiene pessoal.

Por exemplo, é fundamental que eles não tenham, ou estejam em suspeita, de doenças, enfermidades e problemas de saúde contagiosos. Nesses casos é preciso que haja uma comunicação direta com a direção. 

Para evitar problemas, é indicado a constante avaliação de exames médicos e laboratoriais a esses profissionais, sempre que possível.

Somados a isso, a frequente lavagem de mão é obrigatória para as pessoas que manipulam os alimentos. Portanto, é ideal que isso ocorra antes dos trabalhos, após o uso sanitário e manipulação de materiais contaminados. Em todas as vezes que for necessário, lave-as com cuidado e com ajuda de produtos adequados.

Por fim, é importante ressaltar o uso de roupas protetoras, sapatos adequados, touca e luvas. Eles devem ser lavados ou descartados. Também não é permitido comer, tossir, fumar ou usar adornos pessoais durante a manipulação dos alimentos.

Promova higiene na produção

Aqui é fundamental que haja um controle de qualidade quanto a matéria-prima e insumo. O estabelecimento não pode aceitar nenhum deles que esteja em estado de contaminação e que não possa ser revertido.

Portanto, é fundamental que haja a inspeção, classificação e análise laboratorial dos mesmos.

Todos responsáveis pela produção precisam ser capacitados e supervisionados tecnicamente. Além disso, deve-se eliminar atrasos desnecessários para evitar contaminação, deterioração e proliferação de microrganismos.

Por fim, as embalagens e recipientes devem ser preservados e inspecionados antes do uso. Eles não podem ter sido utilizados anteriormente. Na área destinada à armazenagem desses objetos é necessário que permaneçam somente os que terão uso imediato.

Cuide da estocagem e do transporte

Para a armazenagem dos produtos há a necessidade de inspeção periódica para analisar quais estão aptos para consumo humano. E claro, é necessário que eles estejam em locais livres de umidade e com a temperatura adequada, para evitar a contaminação e proliferação de microrganismos.

Também é fundamental que os veículos de transportes sigam as boas práticas de entrega. Nesse caso, deve ser feita a carga e descarga fora dos locais de fabricação, tomando cuidado com gases e a possibilidade de combustão. 

Para veículos de transporte de alimentos congelados ou refrigerados é preciso que haja a verificação da umidade e o devido controle de temperatura.

Aposte em treinamentos constantes

Por fim, os treinamentos frequentes para as equipes são importantes para reforçar essas boas práticas. Eles colaboram com a promoção da segurança de alimentos, evitando a contaminação cruzada. 

As capacitações são fundamentais para reforçar algumas práticas que são esquecidas ou pouco utilizadas e para atualizar os colaboradores quanto às novas normas e diretrizes, por exemplo.

Coloque os cuidados em prática

Nem sempre esses cuidados são praticados na indústria alimentícia. Apesar de muitos serem, provavelmente, de seu conhecimento, se faz necessário fortalecer esses métodos para contextualizar a importância da preservação dos alimentos. 

Qualquer que seja o desleixo, como a falta de limpeza do local e a lavagem de mão incorreta, por exemplo, já é o suficiente para gerar insegurança dos produtos.

E se, diante desse cenário, você deseja entender como a Mustang Pluron pode te ajudar na preservação contra a contaminação cruzada, entre em contato com um de nossos especialistas.

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